Vida de trader: 7 em 10 investidores de criptomoedas têm medo de perder tudo

Vida de trader: 7 em 10 investidores de criptomoedas têm medo de perder tudo

A BlueBenx, fintech especializada no mercado de criptomoedas, realizou um levantamento com 310 investidores. O objetivo foi avaliar o perfil de risco dos partcipantes deste mercado.

O medo de perder dinheiro se revelou dominante. Sete em cada dez dos participantes deste mercado têm medo de perder tudo que foi investido. Isso equivale a 75,4% do total.

Por outro lado, 17,7% temem não obter o lucro esperado. Apenas 6,9% afirmam não ter nenhuma preocupação.

Investidores avaliam o mercado positivamente

Embora pareça um dado negativo, os investidores avaliam bem o mercado. Cerca de 96% enxergam positivamente o mercado de criptomoedas.

Para eles, as criptomoedas podem trazer mais rentabilidade do que as opções mais conhecidas e tradicionais. O otimismo é maior principalmente em períodos de instabilidade e crise, como o atual.

Esse otimismo tem refletido no mercado. Os fundos de criptomoedas registraram fortes altas em 2020, superando até mesmo o Bitcoin.

Quando questionados sobre a avaliação do mercado e comparação com outras modalidades de investimentos, 66,3% acreditam que as criptomoedas são mais vantajosas e rentáveis.

Cerca de 15,20% afirmam que elas oferecem mais lucros que a renda fixa. A taxa básica de juros do país, a Selic, está em suas mínimas históricas. Com isso, os investidores passam a buscar lucros maiores, mesmo com riscos maiores.

No entanto, os criptoativos ainda são vistos como uma classe de investimentos mais complicada. Apenas 2,3% dos investidores pensam que eles são mais acessíveis do que outro tipo de renda variável.

Por outro lado, 16,2% responderam que não acreditam que existe uma opção melhor que a outra.

Aportes adicionais e o futuro do mercado

Ainda existe uma certa cautela quanto a novos aportes. Dos 310 investidores, 32,5% aumentaram em 50% os recursos aplicados, enquanto 22,50% mantiveram os mesmos valores desde o início.

Em contrapartida, 11,60% dos entrevistados aumentaram seus aportes entre 10% e 20%.

Cerca 86% dos investidores afirmaram que pretendem complementar essa carteira daqui para frente. Entre estes 47,10% planejam fazer isso nos próximos três meses e 18,40% daqui a um mês.

A pesquisa também perguntou sobre diversificação de carteira, para entender no que mais eles investem além dos criptoativos.

No total, 41,7% afirmaram aplicar em renda fixa (Tesouro Direto, CDB, LCI e LCA). Outros 38,6% optam por renda variável (fundos imobiliários, fundos de investimentos e ações).

Já 19,7% aplicam apenas no mercado de criptomoedas atualmente.

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