Variante Ômicron faz preço de criptomoeda homônima saltar 139%

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O token Ômicron (OMIC) saltou 137% dias depois da Organização Mundial da Saúde anunciar o nome da nova variante do coronavírus, que é homônimo à criptomoeda.

O preço do token chegou a US$ 404, com ganhos de 137% em 24 horas e 735% em comparação com seu nível mais baixo em 17 de novembro. A criptomoeda Ômicron tem o mesmo nome da mais nova variante de covid-19, cuja infecção se espalha pelo mundo, fazendo com que vários países do mundo voltassem a adotar medidas de restrição.

A criptomoeda Ômicron é negociada no Arbitrum One via SushiSwap e é um fork do projeto OlympusDAO (OHM), um novo projeto de finanças descentralizadas (DeFi) que apoia o token por meio de seus títulos de blockchain primitivos em uma cesta de ativos como o USDC.

Segundo um levantamento da Coingecko, 69% dos usuários se sentem bem com o criptoativo, mas o mercado ainda tem dúvidas sobre a rentabilidade da Ômicron. Os dados de negociação da moeda na plataforma começaram no dia 8 de novembro.

O projeto da criptomoeda não mencionou o coronavírus no primeiro anúncio no Discord, poucas semanas antes da variante ser batizada de Ômicron pela OMS. A moeda digital também não é a primeira a se chamar Ômicron.

Ômicron surgiu antes de nova variante

A primeira Ômicron apareceu em 31 de agosto de 2016, no fórum Bitcoin Talk como uma “moeda emissora de dividendos”. O projeto alegou ter levantado 121 BTC, agora no valor de US$ 6,5 milhões, mas acabou muito antes que a nova variante da covid-19 levasse os mercados ao fundo.

Os dados de negociação da nova Ômicron no CoinGecko começam no dia 8 de novembro e seu mercado ainda é muito pequeno. Ela negociou apenas US$ 389.181 nas últimas 24 horas e sua capitalização de mercado ainda não é conhecida.

O nome “ômicron” segue a convenção da OMSCde usar letras gregas para denominar as variantes de covid-19. A letra corresponde ao O minúsculo, a última letra do alfabeto grego – sua contraparte, mais conhecida, é o O maiúsculo, chamado ômega.

Variante se espalha pelo mundo

Nesta segunda-feira (29), o diretor geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, fez um apelo para que as negociaçoes entre as nações avancem para combater a Ômicron, dizendo que todos os esforços feitos até agora – desde o início da pandemia em dezembro de 2019 -podem ser perdidos de forma muito rápida. Mesmo caminho que a nova criptomoeda homônima pode tomar.

Segundo Tedros, cientistas da OMS e em várias partes do mundo estão trabalhando para entender a nova variante. Ainda não se sabe se a Ômicron é mais transmissível do que outras cepas, se provoca casos mais graves ou se precisará de uma nova vacina para combatê-la.

O Brasil – que ainda não exige comprovante de vacinação para entrada de estrangeiros – proibiu a entrada de pessoas vindas de seis países da África por causa da Ômicron, identificada pela primeira vez na África do Sul.

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