Tarantino diz ter direito de vender NFTs de Pulp Fiction após processo

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Após a polêmica e o processo da Miramax contra o cineasta sobre direitos autorais de Pulp Fiction , Quentin Tarantino se manifestou nesta terca-feira ( 23 ), através do advogado.

“O contrato de Quentin Tarantino é claro: ele tem o direito de vender NFTs de seu roteiro escrito à mão para Pulp Fiction e essa tentativa desastrada de impedí-lo de fazer isso fracassará”, rebateu o advogado do diretor, Bryan Freedman, em um comunicado divulgado pela NBC News na quarta-feira, 17 de novembro.

“Mas a decisão cruel da Miramax de divulgar informações confidenciais sobre os contratos e indenizações de seus cineastas manchará sua reputação de maneira irreparável muito depois de este caso ser encerrado”, acrescentou Freedman.

Entenda o caso

A Miramax está processando o diretor Quentin Tarantino por quebra de contrato e infração de direitos autorais após a comercialização de sete tokens não fungíveis (NFT) secretos do filme Pulp Fiction.

O estúdio entrou com a ação em 16 de novembro em um tribunal federal de Los Angeles. A empresa alega que os NFTs de Tarantino violam os direitos autorais do filme de 1994.

A Miramax afirma que pretende lançar os próprios NFTs baseados no filme e as vendas de Tarantino – anunciadas antes –  poderiam comprometer a nova empreitada.

O estúdio de cinema também afirma que em nenhum momento foi consultado sobre a criação do projeto, que classificou de ganancioso:

“Esse grupo escolheu ignorar de forma gananciosa, intencional e imprudente o acordo que Quentin assumiu em vez de seguir os passos legais e éticos de simplesmente comunicar a Miramax sobre as ideias propostas”, diz a Miramax em comunicado.

Tarantino anunciou os planos de vender sete NFTs, que incluem cópias digitais digitalizadas de páginas de roteiro manuscrito para versões não cortadas de cenas do filme, nunca vistos antes, com comentários que incluem áudios secretos sobre os bastidores e segredos da produção. Cada NFT contém um ou mais segredos anteriormente desconhecidos de uma cena icônica específica de Pulp Fiction

Tarantino insiste na venda de NFTs

Os NFTs secretos do clássico cult estão hospedados na plataforma de blockchain Secret Network e garantem que apenas o proprietário tenha acesso a experiência com conteúdos ocultos e exclusivos, além de prometerem um novo meio de criação de curadoria e distribuição de conteúdo digitais.

A princípio, os NFTs estarão à venda em dezembro, se nenhuma intervenção judicial proibir o leilão. No processo, a produtora e distribuidora de filmes, diz que se viu obrigada a abrir a ação:

“A conduta de Tarantino forçou a Miramax a abrir esse processo contra um valioso colaborador para fazer cumprir, preservar e proteger seus direitos contratuais e de propriedade intelectual relativos a uma das propriedades cinematográficas mais icônicas e valiosas da Miramax. Se não for controlada, a conduta de Tarantino pode induzir outros a acreditar que a Miramax está envolvida em seu empreendimento. E também pode induzir outras pessoas a acreditar que têm o direito de buscar negócios semelhantes”.

Na ação os advogados de Tarantino argumentam que não irão encerrar ou desistir do processo contra a Miramax, dizendo que as vendas se enquadram nos direitos parciais de diretor sobre a produção.

O processo pede ao tribunal que proíba a venda dos NFTs de Pulp Fiction e qualquer violação semelhante dos direitos autorais da Miramax, além de solicitar a Tarantino o pagamento dos honorários advocatícios e quaisquer custos relacionados à ação.

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