Setembro é o pior mês para o Bitcoin, aponta relatório

Setembro é o pior mês para o Bitcoin, aponta relatório

O mês de setembro começou com uma queda de mais de 10% no preço do Bitcoin. E isso pode ser apenas o início de um mês particularmente complicado.

Foi o que afirmou a exchange Kraken, com sede em San Francisco. A exchange divulgou seu relatório mensal sobre a volatilidade do Bitcoin na terça-feira (8).

O documento destaca que setembro é historicamente o mês de pior desempenho do Bitcoin.

Mês difícil no horizonte

Segundo o documento, setembro costuma apresentar retornos mensais abaixo de -7%. E nesse ano não seria diferente.

Segundo os analistas da Kraken:

“Uma série de dinâmicas de mercado menos conhecidas sugerem que a volatilidade incremental está no horizonte. Com o Bitcoin abaixo de seus retornos mensais médios durante a maior parte do ano, pudemos ver retornos abaixo de -7%.”

Os mercados de Bitcoin e criptomoedas foram abalados pela volatilidade recente. Foram cerca de US$ 70 bilhões (R$ 350 bilhões) em perdas apenas na primeira semana de setembro.

A Kraken também destacou a queda no mercado em contraste com o desempenho das bolsas de valores.

“A volatilidade anualizada reverteu para a média depois de cair para tão baixo quanto 15%, enquanto as ações dos EUA continuaram a subir.”

Os mercados de ações nos EUA e em todo o mundo dispararam para níveis históricos em agosto, alimentados por gastos de estímulo do governo.

Porém, eles também parecem ter perdido força. Nos três últimos pregões, o índice Nasdaq teve uma queda acumulada de 10%.

A Kraken adverte que a tendência de alta vista em agosto pode se inverter em setembro. E isso pode impactar o preço do Bitcoin.

“As ações estão relativamente caras e podem desvalorizar nos próximos meses. Essa correção pode ter um impacto no Bitcoin e no mercado de criptoativos”, afirma a exchange.

Dominância do Bitcoin em queda

A Kraken também abordou a dominância de mercado do Bitcoin. Essa métrica compara o valor do Bitcoin em comparação com outros criptoativos. Essa dominância vem caindo desde maio de 2020.

Conforme relatou o CriptoFácil, a dominância do Bitcoin chegou a 69% naquele mês. Atualmente, ela paira em torno de 60%, mas já chegou a atingir 56%.

Essa queda vem do fato de criptomoedas alternativas roubarem participação de mercado do Bitcoin. A Kraken vê o surgimento de finanças descentralizadas (DeFi) como uma das razões para a queda.

Ainda há esperança

Entretanto, nem tudo é motivo para pessimismo. Afinal, o Bitcoin manteve o suporte dos US$ 10.000, fazendo a baixa atual ser em níveis maiores do que de outras vezes.

O suporte dos US$ 10.000 é descrito como “a última zona de defesa”. Além disso, o número de Bitcoins que permanecem parados atingiu a maior alta nos últimos anos.

“Embora essa tendência possa continuar, podemos ver uma eventual volta na alta para o Bitcoin em meio a uma retomada do domínio”, escreveu a Kraken.

Para a exchange, a atual volatilidade do Bitcoin pode dar lugar a “um novo mercado em alta”.

O relatório aponta ainda para uma análise técnica que indica tendência de “HODL”. Em outras palavras, Bitcoins estão sendo mais guardados do que movimentados.

O documento conclui falando sobre o que essa métrica indica:

“Historicamente, isso prenunciou um novo mercado em alta.”

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