Rocelo Lopes entra com representação judicial em face da Atlas Quantum

Rocelo Lopes entra com representação judicial em face da Atlas Quantum

O CEO da Stratum, Rocelo Lopes, e mais 34 pessoas entraram com uma representação judicial contra a empresa Atlas Quantum.

O objetivo da ação é investigar “possíveis infrações penais, com a indicação de provável responsável que em princípio enseja a violação de bens e interesses jurídicos”.

Rocelo citou especificamente a criação criptomoeda BTCQ como motivação para abertura da representação. 

Os autores estão sendo representados pelo escritório do advogado Jorge Calazans.

Sobre a Atlas

A representação aponta que o dono da Atlas, Rodrigo Marques dos Santos, captou cerca de 39 mil investidores sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A promessa era de retornos de 60% ao ano e 5% ao mês com suposta arbitragem com criptomoedas.

Assim, segundo o documento obtido com exclusividade pelo CriptoFácil, a empresa teria captado cerca de R$ 200 milhões.

Em agosto de 2019, a CVM emitiu um “Stop Order” informando que a empresa não estava habilitada a ofertar os investimento.

Depois disso, os clientes começaram a tentar sacar seus Bitcoins da plataforma, mas não tiveram sucesso. Assim, as vítimas não conseguiram reaver seus investimentos.

“Ante o exposto, fica claro que ardilosamente o noticiado Rodrigo Marques dos Santos, operava de maneira clandestina, induzindo a erro os investidores, fazendo a captação de investimento coletivo através da ATLAS QUANTUM”, diz a representação.

BTCQ

A representação também aborda a criptomoeda criada supostamente para pagar os investidores lesados, o BTCQ. O ativo só existe na plataforma da Atlas.

O documento explica que Rodrigo Marques criou o ativo sem notificar os investidores que passaram a recebê-lo ao invés do Bitcoin.

“Ocorre, Excelência, que o que parece ser uma solução, é apenas mais uma manobra adotada por Rodrigo com o intuito de ludibriar os clientes, uma vez que estas moedas digitais que só existem na Atlas Quantum não valem tanto quanto os Bitcoins, visto que seu deságio gira em torno de 90%”, sustenta a representação.

Rocelo Lopes, por meio de sua assessoria, falou ao CriptoFácil sobre a representação. Segundo ele:

“Não é justo com os usuários que compraram Bitcoin receberem um token sem valor, por mais que ele mesmo esteja criando usabilidade para quem quiser converter, por desespero de estarem precisando de dinheiro ou por não acreditarem que haverá justiça.”

Lopes reforça que vai continuar tentando ajudar os usuários lesados pela Atlas Quantum:

“Mesmo entrando na justiça contra Rodrigo Marques, seguimos apoiando os usuários lesados pelas Atlas e, como prova disso, vamos abrir na StratumX o par de negociação com BTC. Ainda esse mês os usuários poderão negociar BTCq/BTC.”

Grupo econômico da Atlas

A representação ainda cita o grupo econômico Atlas Quantum.

Segundo o advogado Calazans, esse grupo é uma fraude arquitetada por Rodrigo Marques. Isso porque ele teria aberto várias empresas para dar ar de legalidade às operações:

“Assim temos indícios do crime de estelionato, visto que os Noticiados se utilizaram do engano e da fraude para levar vantagem ilícita, causando prejuízo a milhares pessoas.”

Além disso, a representação aborda a compra da Anubistrade pela Atlas. De acordo com o documento, a Anubis se revelou um outro esquema liderado por Matheus dos Santos Grijó.

Portanto, os problemas da Atlas se estenderam aos clientes da AnubisTrade. Eles também tiveram que aderir ao BTCQ se quisessem reaver seus investimentos.

“A pergunta que não quer calar é: como a Atlas Quantum conseguiu pagar a Anubis em um momento em que não consegue pagar os seus próprios clientes?”, questiona a representação.

Pedido de prisão preventiva

Nesse sentido, a representação diz que fica claro que Rodrigo Marques “está se subtraindo da aplicação da lei penal”.

Por isso, segundo Calazans, é “notória e cristalina a necessidade da decretação da prisão preventiva”.

Para o advogado, Rodrigo Marques pode interferir no andamento do processo e, se solto, pode “furtar-se da aplicação da lei”.

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