Record revela assassinato de advogado ligado a pirâmide de Bitcoin

Record revela assassinato de advogado ligado a pirâmide de Bitcoin

O assassinato de Francisco Assis Henrique Neto Rocha, advogado ligado a um esquema de pirâmide, ocorrido em junho de 2019, teve novas evidências reveladas.

Isso porque a TV Record, em seu programa Domingo Espetacular, exibiu com exclusividade as imagens do crime.

Como informou o CriptoFácil, o assassinato foi orquestrado por Danilo Afonso Pechin e Willian Gonçalves Amaral e intermediado pelos sócios da suposta pirâmide Valour Invest, Wilson Decaria Júnior e Edgar Acioli Amador.

Francisco Assis foi morto a tiros, em um posto de gasolina em São Paulo, por conta de uma dívida de Amaral com o advogado de R$ 2,5 milhões.

Imagens mostram a execução 

Na reportagem, que foi ao ar em 23 de agosto, o programa exibe imagens do advogado parado em frente a seu carro no posto de gasolina. Ao lado, está um veículo cinza com vidros escuros e fechados.

As imagens mostram o advogado se aproximando da porta do carro e recebendo o primeiro tiro, disparado por alguém no banco do carona do veículo cinza.

Francisco Assis cai no chão, o carro deixa o local, mas o atirador segue disparando contra o advogado. Francisco chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

Toda a ação, que durou apenas cinco segundos, foi registrada pela câmera de segurança do posto.

Ao deixarem o local, os criminosos percorreram 1.300 metros e atearam fogo no carro. A arma foi encontrada próxima ao carro com 10 munições.

Detalhes da investigação

Como nada foi levado do advogado, a tese de assalto foi descartada. Além disso, reforçou a hipótese de execução.

O crime começou a ser desvendado quando os investigadores acessaram o celular do advogado.

Assim, as trocas de mensagens levaram a identidade dos seis acusados de envolvimento com o assassinato.

Segundo a investigação, Danilo Afonso Pechin e Willian Gonçalves Amaral chamaram Edgar Acioli Amador e Wilson Decaria Júnior para intermediar o assassinato.

Anderson Soares da Silva e Carlos Eduardo Soares teriam sido contratados para executar o advogado.

O inquérito apurou que Francisco foi atraído para o posto com a promessa de receber o pagamento da dívida de Danilo e Willian. No entanto, quem apareceu foram os matadores.

A morte, então, teria custado R$ 500 mil. Danilo contou que a quantia foi paga em dinheiro vivo para Carlos Eduardo.

Onde estão os investigados?

O executor “Carlão” foi preso no Paraguai em novembro do ano passado. Como a prisão era preventiva, ele foi libertado em julho deste ano.

Os advogados de Carlos, Wilson e Edgar alegam, no entanto, que seus clientes não tiveram relação com o crime.

Já a defesa de Danilo informou que não há nada a declarar. 

Carlos segue em liberdade por decisão da justiça. Edgar, Wilson e Danilo foram presos temporariamente em agosto de 2019 e soltos em fevereiro de 2020 por uma habeas corpus.

Mas uma liminar derrubou a decisão e determinou a prisão dos investigados. Danilo já voltou para prisão, Willian estaria em Portugal e o paradeiro de Anderson é desconhecido.

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