Ransomware é a maior demanda de Bitcoin

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Na sexta-feira (15), a Financial Crimes Enforcement Network (FinCEN) dos EUA divulgou um relatório contendo informações importantes sobre a relação entre criptomoedas e crimes financeiros relacionados a ransomwares no primeiro semestre deste ano.

Parece que uma grande proporção deste relatório visa especificamente cobrir o papel que as criptomoedas desempenham no mundo ransomware em 2021. No total, a organização afirma ter “identificado aproximadamente US$ 5,2 bilhões em transações de Bitcoin (BTC) potencialmente vinculadas a pagamentos de ransomware”.

De acordo com o relatório da FinCEN, ao longo do primeiro semestre de 2021, o Bitcoin se tornou “o método de pagamento mais comum relacionado a ransomware em transações relatadas”, com a XMR (Monero) ocupando o segundo lugar.

O problema crescente com criptomoedas e ransomware

Na verdade, as variantes de ransomware mais comuns listadas pela FinCEN incluem o ‘REvil’, uma forma de ameaça que é bem conhecida por ser usada para extorquir suas vítimas, especificamente para pagamentos usando Bitcoin.

No relatório, o FinCEN nomeia especificamente os métodos que esses criminosos usam para evitar a detecção por autoridades regulatórias e legais. Por exemplo, hackers por trás do ransomware estão cada vez mais exigindo pagamentos usando “criptomoedas aprimoradas pelo anonimato” (como Monero ou DASH) ao extorquir seus alvos.

Muitas criptomoedas de privacidade são baseadas em redes sem permissão. Ao contrário do Bitcoin, eleas empregam criptografia avançada e técnicas para ocultar detalhes adicionais que poderiam ser usados para identificar proprietários de endereços, seus saldos de contas e, potencialmente, a quantidade de ativos cripto associada a transações individuais associadas a esses endereços.

O relatório também menciona que os hackers de ransomware usam o Tor para evitar a detecção, bem como “evitando reutilizar endereços de carteira, ‘saltos em cadeia’ e saques em exchanges centralizadas e usando serviços de combinação e exchanges descentralizadas para converter os lucros”.

A liberdade associada a criptomoedas como o Bitcoin costuma ser considerada um de seus benefícios, mas o outro lado dela é dar acessibilidade a criminosos financeiros, como golpistas e lavadores de dinheiro. Embora este não seja um problema que afete o usuário médio, é um grande obstáculo para os reguladores e um argumento do lado dos defensores dos CDBCs.

 

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