Prova de participação tem sérios problemas, afirma Adam Back

Prova de participação tem sérios problemas, afirma Adam Back

A segurança proporcionada pelo Bitcoin e outras criptomoedas deriva de várias características intrínsecas à sua programação.

Dentre estes atributos, uma das qualidades mais importantes das criptomoedas é a necessidade de consenso da rede.

Assim, o consenso permite que apenas transações válidas sejam confirmadas pelos integrantes da rede.

Isso previne problemas de gasto duplo, no qual os detentores de criptomoedas conseguem gastar mais do que possuem.

No entanto, há uma discussão antiga sobre qual o melhor sistema de consenso: prova de trabalho (PoW) ou a de participação (PoS).

Adam Back, famoso cypherpunk e defensor do Bitcoin, se posicionou a favor de uma delas recentemente.

Embate sobre os sistemas de consenso divide opiniões

No tuíte abaixo, Back escreve:

Tuíte sobre a prova de participação PoS

“A prova de participação tem problemas fundamentais. E mesmo que esses problemas fossem magicamente consertados, o PoS seria indesejável, pois replicaria os piores aspectos do dinheiro fiduciário.

PoW > PoS”

Contudo, há bastante divergência nas respostas à publicação.

Alfred Moesker destaca que Back generalizou todos os protocolos de PoS, como se fossem uma coisa só.

Diversas criptomoedas diferentes que o utilizam algoritmo de consenso, como Binance Coin (BNB), Cardano (ADA), Cosmos (ATOM) e Stellar (XLM).

Por outro lado, o sistema de prova de trabalho é utilizado pelo Bitcoin (BTC), que é a principal criptomoeda do mercado.

Além do BTC, outra criptomoeda que utiliza o algoritmo PoW é o Ethereum.

Como funcionam PoW e PoS?

Os dois sistemas de consenso funcionam de maneira diferente.

O protocolo da prova de trabalho (PoW) foi inaugurado pelo Bitcoin no mundo das criptomoedas, conforme explicado em artigo anterior do CriptoFácil. Entretanto, o sistema foi concebido antes do Bitcoin, já na década de 1990.

Em resumo, o PoW é utilizado na mineração do Bitcoin para a validação dos blocos de informação. Através dele, exige-se que os mineradores resolvam problemas matemáticos para validar as informações dos blocos minerados.

O “trabalho” dos mineradores, advindo de esforço computacional e energético, ajuda a garantir a integridade do blockchain do Bitcoin e de outras criptomoedas que utilizam o PoW.

O protocolo da prova de participação (PoS) também já foi explicado em detalhes pela equipe do CriptoFácil.

Em suma, o PoS valida os blocos de informações de maneira diferente: ao invés de resolver uma equação, por exemplo, os mineradores devem comprovar que possuem uma certa quantidade de moedas para validar as transações.

Dessa maneira, o PoS estimula os mineradores a acumularem criptomoedas, a fim de que sejam capazes de validar os blocos de informações.

É difícil dizer, com plena certeza, qual algoritmo de consenso se sobressai sobre o outro.

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