Número de mulheres no mercado de criptomoedas e blockchain dispara em 2020

Número de mulheres no mercado de criptomoedas e blockchain dispara em 2020

Por muito tempo, o mercado de criptomoedas e blockchain foi visto como um espaço masculino. Mas essa tendência tem se invertido em 2020.

Um relatório divulgado pelo CoinMarketCap destaca que o número de mulheres no mercado aumentou em 2020. O crescimento foi de 43% apenas nos quatro primeiros meses do ano.

Oportunidades de mercado impulsionam participação feminina

Esse não foi o primeiro levantamento a mostrar tendência de mais participação feminina. Em dezembro, um estudo da Grayscale mostrou que 43% dos investidores interessados em Bitcoin são mulheres.

Em 2018, eram apenas 13% – o que indica forte crescimento.

À medida que as condições financeiras globais pioraram, muitas pessoas começaram a investir em imóveis, ouro e criptomoedas.

Assim, muitas mulheres encontraram um porto seguro nos criptoativos. A empreendedora Nisa Amoils destacou que as oportunidades no setor podem atrair mais mulheres.

“As mulheres podem obter mais renda negociando, investindo e gastando virtualmente Bitcoin. E a economia de tokens pode democratizar o acesso ao capital por meio, por exemplo, de ofertas de tokens de segurança”, afirmou.

O CriptoFácil realizou uma pesquisa sobre a participação feminina no mercado em 2017.

Na ocasião, mais de 50% das entrevistadas afirmaram ter um conhecimento sobre Bitcoin e criptomoedas acima do nível 5, do intermediário até o avançado.

Mulheres ocupam posições de destaque

O crescimento da participação feminina no mercado também é destaque no Brasil. Por exemplo, a exchange Mercado Bitcoin destacou em março que 11% dos clientes de sua plataforma eram mulheres.

Embora pareça baixo, o percentual era mais que o dobro da média mundial, que então era de 5%. Isso dá a dimensão correta de como a participação feminina tem crescido no país e no mundo.

Além disso, algumas das maiores empresas do setor no país são lideradas por mulheres ou possuem mulheres em cargos-chave.

É o caso da startup brasileira OriginalMy, que possui Miriam Oshiro como cofundadora e COO. Oshiro foi uma das convidadas do especial do Dia da Mulher de 2019 feito pelo CriptoFácil.

A empresa possui uma política bastante inclusiva: pelo menos 50% das vagas de trabalho da empresa são preenchidas por mulheres.

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