Motivos para as ações da Oi (OIBR3) subirem 100%

Motivos para as ações da Oi (OIBR3) subirem 100%

A OI (OIBR3; OIBR4) abriu caminho para a redução do seu endividamento na penúltima terça-feira, 8, após a aprovação do plano de recuperação judicial pela AGC. Após a reunião, foi acordado a venda da Oi Móvel para as operadoras Tim (TIMP3), Claro e Vivo por R$16,5 milhões.

A carteira da Empiricus fez um teste de sensibilidade levando em conta o pós-venda da Oi Móvel e os possíveis múltiplos de EV/EBITDA. Tal indicador mostra quantas vezes a Oi vale em relação a sua capacidade de geração de caixa.

Assim sendo, o economista e estrategista-chefe da Empiricus, Felipe Miranda, calculou múltiplos de 3x a 7x para o ClientCO e de 12x a 18x para o InfraCO – marcas que formarão o grupo Oi. Esses múltiplos são para 2022, ano em que a empresa projeta a volta de seus lucros.

Dessa forma, levando em consideração esses múltiplos, no pior dos cenários estima-se que as ações da Oi estarão em R$2 até lá. Entretanto, no melhor contexto, considerando 18x EV/EBITDA para InfraCO e 7x para ClientCO, as ações podem atingir R$3,66 (up de 98%).

Os números da Oi em 2020

Na última terça-feira, 15, o administrador judicial da empresa divulgou que a empresa encerrou julho com geração de caixa operacional positivo de R$ 8 milhões. Dessa forma, a operadora alcança seu segundo resultado positivo no ano, assim como em março, quando reportou R$ 43 milhões.

De acordo com os resultados da empresa, percebe-se que o rombo operacional vem se diluindo com o tempo. Em março, o saldo operacional negativo da empresa foi R$ 774 milhões. Já em maio R$ 113 milhões e em junho R$ 69 milhões.

Isso significa que, enfim, os serviços da operadora começaram a gerar mais dinheiro do que consumir. Certamente, um recomeço para a empresa.

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