Mesmo com riscos, número de day traders dobra em 2020

Mesmo com riscos, número de day traders dobra em 2020

As políticas de juros mais baixos impulsionou a entrada de mais pessoas na bolsa em 2020. Com isso, aumentou o número de interessados em uma atividade bastante arriscada: o day trade.

Segundo o Valor Investe, já são 486.676 que fizeram pelo menos uma operação de day trade em 2020. No entanto, o que mais impressiona é o ritmo de crescimento dos day traders.

Apenas em 2020, esse número aumentou 100%. A título de comparação, esse número levou cinco anos, de 2013 a 2018, para aumentar em 144%.

Daí em diante, o crescimento foi exponencial: entre 2018 e 2019 foi de 108,8%. Nesse ano, já foi 100,6% de aumento, apenas até agosto.

Sobre o day trade

Mas, afinal, o que é day trade? São operações de compra e venda de ativos – podem ser ações ou contratos futuros de índice e de dólar – que começam e terminam no mesmo dia.

Vale ressaltar que o número de pessoas investindo na bolsa também cresceu muito no período. Houve um salto de 322,6% desde 2018, para 2.958.442 pessoas no fim de agosto.

Mas a proporção de pessoas que experimenta o day trade vem crescendo ano a ano desde 2017.

Até agosto, 19,4% dos cerca de 2,5 milhões de brasileiros que possuem algum investimento em custódia atualmente (o dado de 3 milhões não considera o número de contas).

Riscos

O day trade teoricamente possibilita lucros maiores e a possibilidade de trabalhar remotamente. Afinal, basta um computador para realizar as operações.

No entanto, o risco também é bastante alto.

“Ninguém mais quer ter 2% de retorno ano ano. Mas também precisa aprender a tomar mais risco”, diz Wilson Neto, analista da Clear Corretora.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) fez uma nova versão de seu estudo sobre day trade. Na primeira versão, 91% dos entrevistados relataram prejuízos. E os novos resultados foram ainda piores.

De todos os 98.378 indivíduos que começaram a fazer day trade com ações no Brasil entre 2013 e 2016, operando até 2018, 99,4% desistiram antes de completarem 300 dias de operações. Apenas 0,6% persistiu na atividade.

Dos que continuam, apenas 127 indivíduos foram capazes de apresentar lucro bruto diário médio acima de R$ 100 por mais de 300 pregões. Isso representa 0,1% do total de entrevistados.

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