Kim Kardashian é processada por suposta participação em fraude cripto

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Kim Kardashian e o ex-lutador de box Floyd Mayweather estão sendo processados por promoverem uma criptomoeda pouco conhecida acusada de golpe.

Segundo informações da CNBC, uma ação coletiva foi movida contra as celebridades no Tribunal Distrital dos EUA na Califórnia na última sexta-feira (7), referente a ações de promoção e marketing da EthereumMax.

Conforme consta no processo, Ryan Huegerich, residente de Nova York, e outros investidores teriam comprado a criptomoeda entre maio e junho do ano passado, graças aos anúncios feitos por Kim Kardashian e Floyd Mayweather. Ambos são acusados de adotar uma conduta que resultou em perdas financeiras dos investidores do ativo.

Histórico das celebridades com a EthereumMax

Em junho de 2021, Kim Kardashian publicou um story para os seus mais de 278 milhões de seguidores no Instagram sobre a EthereumMax. “Vocês gostam de criptomoedas?????”, disse a influenciadora ao se referir sobre o token.

No post, ela afirma que a a divulgação não seria um conselho financeiro. Além disso, ela incluiu a hashtag “#ad”, dando a entender que estava sendo paga para divulgar o projeto.

Fonte: Instagram

Já Floyd Mayweather se envolveu com a EthereumMax em sua luta contra o youtuber Logan Paul, também em junho. Além de ser anunciada pelo ex-atleta, a criptomoeda foi usada como forma de pagamento dos ingressos do evento.

Fonte: Facebook

Segundo o processo, isso teria aumentado drasticamente as negociações e a demanda pelo token. Mayweather ainda voltou a promover o ativo durante uma conferência sobre o Bitcoin (BTC) realizada em Miami, sendo vaiado por parte do público após isso.

Vale destacar que essa não é a primeira vez que o ex-boxeador se envolve em problemas no mercado cripto. Em 2018, ele foi acusado pela SEC de lançar uma oferta inicial de moedas digitais. Em acordo com a autarquia, ele pagou uma multa de US$ 600.000 para se livrar das acusações.

Já a atuação de Kim Kardashian na suposta fraude também chamou a atenção de órgãos reguladores anteriormente. Em setembro do ano passado, o presidente da Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido, Charles Randell, usou o post referente a EthereumMax como exemplo de como influenciadores estão sendo pagos para anunciar projetos suspeitos.

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Projeto é acusado de golpe

Perdendo cerca de 97% de seu valor desde junho, a EthereumMax é acusada de operar um esquema de “pump and dump”, também conhecido como golpe de saída. Nesse tipo de golpe, os criadores de um ativo inflam seu preço de forma artificial para atrair novos investidores.

Quando a criptomoeda alcança uma valorização e demanda desejável, seus criadores, que possuem a maior parte da oferta do ativo, despejam grandes ordens de venda e somem com os lucros. O projeto então para de ser anunciado e desenvolvido, deixando os investidores mais recentes com grandes prejuízos.

O processo ainda destaca que apesar de seu nome, a EthereumMax não possui nenhuma relação com o Ethereum (ETH). Segundo consta, o nome seria uma tentativa dos golpistas de fazer os investidores acreditar que o token fazia parte do ecossistema da segunda maior criptomoeda do mundo.

Segundo dados do CoinMarketCap, o EthereumMax possui um valor de mercado de US$ 26,6 milhões de dólares, tendo menos de US$ 150 mil em volume diária de negociações. Sendo negociado principalmente na Uniswap, o ativo acumula uma queda de 33% nos últimos 30 dias.

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