Homens roubam criptomoedas e podem passar mais de 30 anos na prisão

Homens roubam criptomoedas e podem passar mais de 30 anos na prisão

Um tribunal federal dos Estados Unidos acusou dois homens de roubar mais de US$ 16 mil em criptomoedas.

O tribunal também acusa os homens de fraude eletrônica, conspiração, acesso não autorizado a computador e roubo de identidade agravado.

Jordan Milleson e Kyell Bryan, de respectivamente 21 e 19 anos, são os réus dos crimes mencionados.

Ambos estão sob custódia aguardando julgamento.

Ataques de SIM swap

De acordo com o relatório do caso, Milleson e Bryan estabeleceram domínios de internet fraudulentos. A prática ocorreu de 23 de setembro de 2017 a 27 de janeiro de 2020.

Seus sites se assemelhavam aos de provedores de serviços de telefonia celular.

O objetivo desses sites era roubar o acesso às contas dos funcionários e clientes dessas empresas.

Com isso, eles supostamente conseguiram controlar diversas linhas telefônicas por meio de troca de SIM (clonagem de cartões SIM de smartphones).

Isso permitiu que eles acessassem o e-mail das vítimas e também, de acordo com o relatório, as “contas eletrônicas de criptomoeda” de usuários que acabaram perdendo cerca de US$ 16 mil.

Em seguida, eles mudaram as senhas e impediram que os proprietários legítimos tivessem acesso aos fundos e às contas.

Rombo seria maior

Além disso, Milleson e Bryan teriam conspirado entre 25 e 26 de junho de 2019 para executar um plano com o qual pretendiam acessar as “contas eletrônicas” de outras vítimas em potencial, também para roubar criptomoedas.

O relatório do Departamento de Justiça não esclarece quais criptomoedas foram roubadas, nem o que são “contas eletrônicas”.

Assim, é possível que seja uma carteira em desktop para Bitcoin ou outras criptomoedas.

Caso condenados, eles podem pegar até 30 anos de prisão por fraude e conspiração, até 5 anos para cada acesso a computadores protegidos, 2 anos para cada roubo de identidade e até 10 anos para cada dano intencional aos computadores protegidos.

Vingança por não dividir

As ações desses indivíduos ocorreram em junho de 2019.

Aparentemente, Milleson não queria compartilhar as criptomoedas roubadas com Bryan.

Desta forma, Bryan acionou a polícia como ato de vingança. Ele se passou por um membro da família de Milleson e disse que havia atirado em seu pai, sabendo que isso atrairia a polícia para a casa de seu ex-companheiro.

O relatório não desenvolve o que aconteceu a seguir, mas parece que foi este o evento que desencadeou a investigação e posterior investigação destes assuntos.

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