Hacker pede Bitcoin em troca de dados de eleitores dos EUA

Hacker pede Bitcoin em troca de dados de eleitores dos EUA

Um hacker está comercializando dados eleitorais de milhões de cidadãos dos Estados Unidos na dark web.

O pagamento pelas informações de 245 milhões de pessoas é cobrado em Bitcoin no chamado submundo da internet.

O alerta sobre a venda dos dados foi feito pela empresa global de segurança cibernética Trustwave.

Dados eleitorais a venda por Bitcoin

Conforme noticiou a NBC News na quarta-feira (20), as informações incluem os registros eleitorais de 186 milhões de cidadãos.

Os dados anunciados foram capturados em várias invasões de sistemas de empresas nos últimos anos.

Segundo a Trustwave, há também um conjunto de informações que são disponíveis publicamente e recuperadas de sites de governo.

No entanto, o fato de um conjunto de dados tão robusto ter sido encontrado para venda em massa na dark web escancara a facilidade com que criminosos podem acessar essas informações.

“Uma enorme quantidade de dados sobre cidadãos americanos está disponível para criminosos cibernéticos e adversários estrangeiros”, disse Ziv Mador, vice-presidente de pesquisa de segurança da Trustwave, que encontrou o material.

Campanhas de desinformação

Segundo Mador, nas mãos erradas esses dados podem ser facilmente usados ​​para campanhas de desinformação com segmentação geográfica nas redes sociais.

Além disso, os criminosos podem usar os dados para phishing de e-mail e golpes de texto e telefone.

Essas ações, como explicou Mador, podem ser feitas “antes, durante e depois da eleição”. Principalmente se os resultados forem contestados.

Carteiras de Bitcoin

De acordo com a Trustwave, o hacker em questão se autodenomina Greenmoon2019. Para induzir o cibercriminosos a fornecer mais informações, a empresa usou identidades fictícias.

Assim, Greenmoon2019 chegou a fornecer o endereço de uma carteira de Bitcoin que ele usou para receber o pagamento.

Dessa forma, a Trustwave conseguiu rastrear os pagamentos de uma carteira maior, criada em maio. Essa carteira arrecadou US$ 100 milhões em receitas que a empresa acredita serem ilícitas.

A Trustwave disse que entregou o que havia reunido ao FBI e comentou:

“Estamos empenhados em encontrar e investigar fraudes durante esta eleição. Embora não possamos comentar sobre informações que possamos ou não ter recebido do público, queremos garantir ao povo americano que o FBI está estreitamente coordenado com nossos órgãos federais, estaduais e locais parceiros para proteger nossos processos de votação.”

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