Evitem empréstimos para comprar criptomoedas, diz criador do Ethereum

Evitem empréstimos para comprar criptomoedas, diz criador do Ethereum

O fundador do Ethereum, Vitalik Buterin, usou o Twitter para fazer um importante alerta aos seus seguidores. Ele aconselhou a não tomarem empréstimos pessoais para comprar criptomoedas.

A série de mensagens foi publicada na segunda-feira (14). Na primeira delas, Buterin compartilhou uma mensagem com um diálogo no qual uma das partes admitiu ter feito empréstimos para comprar Bitcoin.

Na mensagem, a pessoa cuja identidade foi preservada, tomou emprestado cerca de US$ 46 mil. Em reais, o valor equivale a R$ 234 mil. A taxa de juros cobrada pelo empréstimo foi de 7,9% ao mês.

Junto com a mensagem, Buterin fez seu alerta.

“Por favor, não faça coisas assim. NUNCA recomendaria a ninguém que fizesse um empréstimo pessoal para comprar a ETH ou outros ativos do Ethereum”, alertou Buterin.

Em uma das mensagens, um usuário afirmou que Buterin só falou isso porque “é um bilionário”.

“Para nós, pessoas comuns, vale a pena tomar o risco”, disse o usuário.

Em resposta, Buterin acrescentou que sempre evitou riscos com criptomoedas. E citou a venda de metade dos seus Bitcoins feita em 2013.

“7 anos atrás, antes mesmo do Ethereum começar, eu tinha apenas alguns milhares de dólares de patrimônio. Mesmo assim, vendi metade dos meus Bitcoins para ter certeza de que não estaria quebrado se o BTC fosse para zero”, explicou.

Da mudança à riqueza

De fato, a história de Vitalik Buterin é cheia de percalços. Ele emigrou com os pais da Rússia para o Canadá, tornando-se um garoto de classe média no país.

No entanto, tudo mudou a partir de 2013, com a criação do Ethereum. E se consolidou em 2015, com o lançamento da criptomoeda.

Desde então, o desenvolvedor russo-canadense percorreu um longo caminho. E atingiu um patamar financeiro bastante saudável.

Em 2018, a Forbes estimou o patrimônio líquido de Buterin entre US$ 400 milhões a US$ 500 milhões. Na cotação atual, o valor fica entre R$ 2 e 2,5 bilhões, respectivamente.

No entanto, o alerta dele para seus seguidores é bastante válido. Afinal, muitos são os casos de pessoas que se alavancaram em excesso e perderam tudo o que tinham, inclusive a própria vida.

O medo de falir parece ser comum entre quem opera com criptomoedas. Conforme relatou o CriptoFácil, sete em cada dez traders do mercado têm medo de perder todo seu capital.

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