EUA passa China e se torna maior centro de mineração do mundo

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Os Estados Unidos aumentaram o ritmo e ultrapassaram a China, se tornando a maior nação do mundo em termos de mineração de Bitcoin.

Isto ocorre após o governo da China proibir bancos e instituições financeiras de oferecerem serviços relacionados a criptomoedas, incluindo transações entre os ativos digitais e moedas fiduciárias, no país.

Em agosto, a maior economia do planeta respondia por quase 36% da taxa global de hash – uma medida de computação usada para extrair a moeda digital. O dado é de um estudo do Cambridge Center for Alternative Finance, publicado nesta quarta-feira (13). O número representa mais que o dobro da atividade observada em abril no território americano.

A Bloomberg lembra que, quando o Bitcoin foi criado, em 2009, a China era a base dos maiores mineradores, que exploravam eletricidade barata de carvão e de usinas hidrelétricas. E, agora, Pequim vai na direção contrária e alega que a proibição visa controlar o risco financeiro.

Segundo os pesquisadores de Cambridge , a participação chinesa na mineração de Bitcoins chegou efetivamente a zero, mas eles alertam que há uma grande possibilidade de que a mineração secreta ainda aconteça na China, rotoeada por redes privadas virtuais (VPNs) que fazem parecer que os computadores estão operando em outro país.

Ainda segundo o estudo, os recentes aumentos na taxa hash na Irlanda e na Alemanha são provavelmente o resultado de mineradores usando VPNs ou servidores proxy.

A busca por energia barata fora da China

Os mineradores estão em busca de eletricidade barata já que o a moeda virtual está se aproximando de novos recordes. O ativo subiu mais de 370% no ano passado, para cerca de US$ 54.650, com um valor total de mercado de cerca de US$ 1 trilhão.

Um doa destinos preferidos dos mineradores após o êxodo da China foi o Cazaquistão, onde a participação da taxa de hash atingiu 18,1% em agosto, ante 8,2% em abril, enquanto a participação da Rússia cresceu para 11%, de 6,8% no mesmo período.

Os pesquisadores do instituto, que faz parte da Cambridge Judge Business School da University of Cambridge, coletam dados sobre os endereços IP de operadoras de mineração de BTC.com, Poolin, ViaBTC e Foundry.

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