“ESG”: o que significa essa sigla para as empresas?

"ESG": o que significa essa sigla para as empresas?

Certamente, o leitor soube da triste notícia da tragédia em Brumadinho. O acidente gerou para a companhia Vale (VALE3) uma imagem extremamente negativa, perante a sociedade e também os investidores.

Dessa maneira, em decorrência do ocorrido em Brumadinho muitas empresas estão com o foco em melhorar a forma como lidar com situações de adversidade. Seja em acidentes, prevenções ou sustentabilidade.

Portanto, neste artigo vamos abordar sobre o que o ESG representa para o novo cenário empresarial. Além disso, mostraremos o motivo de investidores do mundo inteiro observarem melhor as empresas que já inseriram esse modelo.

O que significa ESG e qual sua influência na empresa?

O Environmental, Social and Governance, conhecido como ESG, em inglês, tem significa práticas ambientais, sociais e de governança. Sua prática já influenciou várias empresas ao redor do mundo.

Sendo assim, não poderia ser diferente em relação ao Brasil e suas empresas. Algumas já iniciaram a corrida para a adequação na frente de tantas outras que um dia terão que se adequar, uma vez que o ESG está sendo utilizado como indicador.

Dessa forma, usando o ESG como indicador, analistas e investidores podem saber como estão o impacto da empresa avaliada. Seja em relação a governança da empresa, meio ambiente e sociedade direta e indiretamente impactadas.

Para os investidores, empresas que estão adequadas com o ESG se destacam no cuidado com o capital. Além disso, o ESG como indicador auxilia na medição em relação a empresa x meio ambiente.

Além disso, o ESG é um sinalizador que verifica as medições e como a empresa impacta diretamente o meio ambiente.

Ele também é utilizado como métrica que envolve relações trabalhistas e a população em geral. A governança da empresa é estabelecida, gerando maior confiança e cuidados contra ações de corrupção e direitos humanos.

Governança x ESG

No caso da governança, o indicador é de extrema importância, pois faz uma avaliação em relação a práticas financeiras. Como, por exemplo, as medidas de anticorrupção, ética nos negócios e a questão do rendimento recebido pelos gestores.

Assim, desde 2018, as empresas que pediram a adequação no ESG na Bolsa de Valores de Nova Iorque apresentaram um crescimento de mais de 80%. Logo, o interesse por essa empresa também aumentou e aumenta a cada ano.

No Brasil o ESG já faz parte de empresas como Natura (NTCO3), Localiza (RENT3), TOTVs (TOTS3). Contudo, o foco dos investidores internacionais ainda está em combate a corrupção, porém o cenário é positivo.

Logo, cada vez mais empresas estão se movendo para uma gestão adequada a sustentabilidade do meio ambiente. Há também o incentivo a práticas humanizadas e consciência da companhia perante seus impactos na sociedade.

De uma certa maneira, o negócio acaba mais focado no gerenciamento de risco, verificando impactos não somente ambientais, como humanos. Uma prova que o país caminha para o lugar certo, são as legislações referentes a proteção do meio ambiente.

ESG  na prática para os investidores

Para os investidores, a letra relacionada a governança é a mais importante, contudo todo o contexto é avaliado. A previsão é que com o tempo o S e o E estejam no mesmo patamar de importância.

Sendo verificados pontos como a sociedade, os empregos e colaboradores e o cliente em si. Assim no futuro próximo, as empresas que estiverem adequadas as métricas do ESG serão consideradas mais confiáveis.

Simplificando, as empresas com melhor desempenho no ESG darão mais retorno, aumentando seu valor em relação a ações. O aumento de clientes se dará consequentemente.

Dessa forma, o fator confiança gerado é muito maior em uma empresa que se preocupa com as melhores práticas do ESG.  Ao contrário do que acontecerá com as que não se preocupam.

Vale lembrar que, em um curto período de tempo, será imprescindível a adequação de todas as empresas no ESG. Isso tornará inviável uma empresa fora dos padrões do indicador.

Lado social do ESG

Atualmente, o lado social está recebendo mais foco dos investidores. Assim, a relação com o cliente está sendo avaliada e o seu impacto direto no preço do papel. Logo, não vai adiantar tratar o cliente de qualquer maneira e achar que ele continuará comprando.

As relações com o cliente tendem a ficar cada vez mais claras ou o concorrente o encantará. Empresas como as lojas Renner (LREN3) e a locadora de automóveis Localiza (RENT3) já fazem a algum tempo.

Outro fator importante é a adequação da igualdade social, independente de gênero, número ou grau, sobretudo, em relação aos colaboradores da empresa.

Logo, a inclusão social em todos os níveis deverá estar explícita em cada momento, cativando os funcionários que ficarão orgulhosos de fazer parte de uma empresa que faz a diferença na vida de todos.

Solução x Problema

Para concluir, as empresas que realmente estiverem comprometidas em fazer o ESG, tendem a permanecer mais tempo no mercado. Isso porque o caminho é a sustentabilidade não somente da empresa, mas sim da comunidade ou entorno.

Essa jornada leva a sustentabilidade do planeta e as consequências diretas que uma empresa causa. Assim, legislações mais rígidas contra crimes de meio ambiente deverão ser inseridas durante o processo de adequação mundial.

Como também, o reforço no que diz respeito a corrupção não somente na empresa, mas como um todo. E tendo o ESG como indicador, o investidor poderá ter mais parâmetros para escolha no momento de realizar um investimento.

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