Dogecoin corre risco de ser atacada, alerta Coin Metrics

Dogecoin corre risco de ser atacada, alerta Coin Metrics

Na última semana, conforme noticiou o CriptoFácil, o CEO da Tesla, Elon Musk, criticou a centralização e o acúmulo de DogeCoin (DOGE).

Na ocasião, ele pediu que os grandes investidores vendessem suas criptomoedas para evitar a concentração.

“Muita concentração é o único problema real, na minha opinião”, disse.

E, ao que parece, Musk tinha certo grau de razão. De acordo com um relatório publicado na terça-feira (16) pela Coin Metrics, cerca de 1% dos endereços detém 94,2% da oferta total de DOGE.

Fornecimento de DOGE detido por 1%. Fonte: Coin Metrics
Fornecimento de DOGE detido por 1%. Fonte: Coin Metrics

Além disso, apenas 100 endereços contêm 68,1% da oferta total de DOGE. A título de comparação, os 100 maiores endereços BTC contêm apenas 13,7% de seu fornecimento total.

Conforme explica o relatório, os endereços que detém grande volume de Dogecoin são de exchanges.

“As exchanges normalmente contêm grandes quantidades de criptomoedas e aparecem no topo das listas de baleias. Muitos proprietários do DOGE provavelmente mantêm suas criptomoedas em corretoras centralizadas. Mas considerando que há mais de 2,7 milhões de endereços contendo pelo menos 1 DOGE, o suprimento ainda é pesado”, destacou Coin Metrics.

Além de Musk, quem também comentou sobre a centralização da criptomoeda foi o CEO da Binance, Changpeng Zhao. Há algumas semanas, ele observou que cerca de 27% dos criptoativos estão alocados em um único endereço.

Na ocasião, Zhao também destacou que a Dogecoin não possui uma equipe central de desenvolvimento. Portanto o projeto ficaria praticamente abandonado sem a possibilidade de inovar ou incorporar melhorias em seu funcionamento.

Riscos de ataque 

Conforme alertou Lucas Nuzzi, pesquisador da Coin Metrics, há um problema ainda mais sério para a rede DOGE.

No Twitter, ele fez uma série de publicação explicando que, atualmente, a Dogecoin não tem seus próprios mineradores. Com isso, depende da rede Litecoin, para sobreviver.

Isso porque em 2014 foi implementada no projeto uma Prova de Trabalho Auxiliar (AuxPoW). Trata-se de uma forma de fundir a mineração Dogecoin com outras redes semelhantes.

Como resultado, hoje, cerca de 95% de DOGE é minerado na rede Litecoin. Segundo ele, esta dependência traz algumas implicações de segurança desagradáveis para DOGE.

Fonte: Lucas Nuzzi/Twitter
Fonte: Lucas Nuzzi/Twitter

“Considere que o preço da DOGE aumentou 1.200% no acumulado do ano, enquanto o hash rate (um proxy para segurança de rede) cresceu 15% no acumulado do ano. Esta relação, juntamente com a existência de AuxPoW, torna um ataque de 51% no LTC (e por extensão DOGE) incrivelmente atraente, uma vez que carregaria um alto ROI.”

Não coloque suas economias em um meme

Nuzzi observou ainda que um eventual ataque não afetaria apenas as exchanges.

As plataformas até são o alvo principal. Mas se um investidor receber uma transação de retirada do LTC/DOGE de uma exchange que foi atacada, a retirada pode simplesmente desaparecer.

Por fim, ele observou que a rede não teve muito desenvolvimento nos últimos quatro anos. E recomendou:

“Essa falta de maturidade e seriedade é divertida, faz parte do meme… Mas se Dogecoin com valor de mercado de dez bilhões de dólares é o seu trampolim para as criptomoedas, você precisa ter cuidado. Não coloque suas economias em um meme.”

Leia também: Popular trader de criptomoedas revela em quais projetos está apostando

Leia também: Crítico do Bitcoin muda de ideia e acredita no BTC a R$ 500 mil

Leia também: Trader dá dicas sobre melhores momentos para vender criptomoedas

BTC LAST NEWS: Crupto Facil