Derivativos de Bitcoin batem recordes durante a alta em agosto

Derivativos de Bitcoin batem recordes durante a alta em agosto

O volume de negociação de derivativos de criptoativos atingiu níveis recordes em agosto. De acordo com um relatório publicado pelo CryproCompare na segunda-feira (7), o aumento foi de 54%.

Com isso, os volumes totais atingiram a marca de US$ 710 bilhões (cerca de R$ 3,7 trilhões). Com isso, o mercado supera o recorde anterior, que havia sido de US$ 602 bilhões (cerca de R$ 3,2 trilhões) em maio.

derivativos de criptoativos
Derivativos de criptoativos

Os mercados à vista também experimentaram um aumento nas atividades. Os volumes negociados em agosto chegaram a US $ 820 bilhões (cerca de R$ 4,3 trilhões).

O valor é mais que o dobro dos números de julho, quando foram negociados cerca de US$ 400 bilhões (R$ 2 trilhões).

Alta do Bitcoin estimulou recordes

Segundo o relatório do CryptoCompare, a recuperação no preço do Bitcoin estimulou o aumento das especulações. Entre o final de julho e agosto, o criptoativo superou novamente os US$ 10.000.

No mês passado, o Bitcoin chegou a testar o suporte dos US$ 12.000 – porém, não teve êxito em rompê-lo. Isso levou a uma forte queda no início de setembro.

Constantine Tsavliris, chefe de pesquisa da CryptoCompare, afirmou que o movimento dos preços no varejo e a volatilidade foram maiores em agosto do que em julho.

Como regra, isso geralmente leva a uma maior atividade comercial desses derivativos.

Comparação com outros meses

O chefe de pesquisa da CryptoCompare também realizou um comparativo com outros meses de alta recorde nas negociações.

Segundo sua análise, os recordes de volumes não estão necessariamente ligados a altas no preço do Bitcoin.

Por exemplo, os volumes recordes em maio se deram por causa das especulações com o halving. O corte na emissão de novos Bitcoins estimulou o aumento nas negociações, afirmou Tsavliris.

Em março, auge da pandemia de Covid-19, os volumes também foram altos. Na ocasião, tanto os criptoativos quanto os mercados de ações experimentaram quedas recordes e sucessivas. Ao mesmo tempo, houve aumento nas negociações.

Por outro lado, os volumes de derivativos em junho e julho foram menores (US$ 445 bilhões e US$ 393 bilhões, respectivamente). Isso ocorreu quando a volatilidade estagnou.

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