Coinbase pede intervenção do Supremo americano em processos de clientes

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A Coinbase solicitou a intervenção da Suprema Corte dos Estados Unidos em dois casos movidos por seus clientes.

De acordo com a Bloomberg, o pedido foi feito após a exchange recorrer de ambos os casos na justiça federal estadunidense. Ambos os processos se juntam a uma lista de problemas que a maior corretora cripto dos EUA tem enfrentado nos últimos meses.

Além de ver suas receitas caírem consideravelmente durante a queda do mercado, precisando com isso reduzir seu quadro de funcionários, a Coinbase tem tido problemas com a SEC. Recentemente, a agência acusou a empresa de listar criptomoedas que se enquadram como títulos financeiros e não cumprir as regras impostas em relação a esse tipo de ativo.

Além disso, um de seus ex-gerentes tem sido processado por disseminar informações privilegiadas sobre quais tokens seriam listados na plataforma de negociações da exchange.

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Quais as acusações contra a exchange

Um dos processos foi movido por Abraham Bielski, que alega ter perdido seus fundos depositados na Coinbase após ser vítima de um golpista que se passava por um representante do PayPal. Ele define o time de suporte da exchange como um “pesadelo de atendimento ao cliente”, buscando ser ressarcido com US$ 31.000.

Porém, vale destacar que foi o próprio Bielski que cedeu acesso a sua conta para o golpista. No entanto, a vítima acusa a Coinbase de não ter feito o bastante para auxiliá-lo e por violar a Lei de Transferência Eletrônica de Fundos dos EUA. Ele ainda destaca que representa “uma classe de indivíduos em situação semelhante com reivindicações contra a Coinbase”.

O outro processo foi movido por David Suski, residente de Nova York que acusa a exchange de realizar uma “campanha publicitária digital enganosa” com a Dogecoin (DOGE) em junho de 2021. Ele afirma que a empresa enganou o públcio ao fazer crer que seria necessário investir US$ 100 em DOGE para participar do sorteio, quando na verdade havia uma opção gratuita disponível.

Em ambos os casos, a Coinbase recorreu ao tribunal do 9º Circuito e solicitou ao Supremo americano uma intervenção em “base de emergência”.

Ações da Coinbase voltam a subir

Nem tudo tem sido ruim para a Coinbase. Após acumular uma queda de 80% no ano, suas ações voltaram a subir nos últimos dias. Somente na abertura do mercado desta quinta-feira (4), a COIN disparou mais de 30%.

O motivo para esse forte salto foi o anúncio de que a empresa fará parceria com a BlackRock para oferecer acesso ao mercado cripto para diversos de seus clientes institucionais. No fechamento da matéria, as ações da exchange eram negociadas em US$ 91,20.

Apesar da forte valorização recente, os papéis ainda estão bem abaixo dos US$ 440 dólares vistos durante o IPO da Coinbase, que marcou história por ser a primeira grande exchange de criptomoedas a abrir capital nos EUA.

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