Bitcoin corrigiu: entenda o que está por trás da queda

Bitcoin corrigiu: entenda o que está por trás da queda

O preço do Bitcoin voltou a experimentar forte queda nesta quarta-feira (20). A criptomoeda saiu da faixa dos US$ 37 mil e está sendo negociada a US$ 34,6 mil. 

A atual queda representa um recuo de 5% nas últimas 24 horas. Na mínima do dia, o Bitcoin chegou a cair para US$ 34,3 mil, uma baixa de quase 7%.

Desempenho do Bitcoin nas últimas 24 horas
Desempenho do Bitcoin nas últimas 24 horas. Fonte: TradingView.

Já em reais, a queda foi igualmente abrupta. Na terça-feira (19), o preço do Bitcoin negociava próximo dos R$ 195 mil. Com a queda, ele chegou a atingir os R$ 182 mil antes de ter uma breve recuperação.

Desempenho do Bitcoin em reais
Desempenho do Bitcoin em reais. Fonte: TradingView.

Razões para a queda

O analista Joseph Young cita algumas razões que podem ter levado a essa nova correção. A primeira delas seria uma mudança no mercado de derivativos.

Antes da correção, o mercado de derivativos de Bitcoin estava extremamente superaquecido. Para se ter uma ideia, a taxa de captação de futuros chegou a atingir 0,1%.

Esse percentual é 10 vezes maior que a média normal, geralmente em 0,01%. E outras criptomoedas tiveram taxas girando entre 0,1% e 0,3%. Em outras palavras, o mercado estava exageradamente aquecido – e otimista.

Outra possibilidade é que a euforia com novas altas pode ter diminuído. É o que indicam pesquisadores da empresa de análise Santiment.

De acordo com pesquisadores, a chegada do Bitcoin aos US$ 40 mil e sua posterior correção levantaram dúvidas. Especialmente quanto à sustentabilidade de novas valorizações.

“Há uma quantidade crescente de dúvidas do comerciante de que o Bitcoin voltará aos US$ 40 mil. Mas de acordo com a atividade de endereço e volume de comércio, a tendência de longo prazo ainda parece bastante saudável”, afirmaram os pesquisadores.

Número de baleias quebram recordes

Apesar da nova queda, as compras de Bitcoin seguem a todo vapor. Apenas nos 20 primeiros dias de janeiro surgiram 164 novas “baleias” no mercado.

No total, a quantidade de baleias atingiu 2.440. Este é o maior número de grandes investidores desde que o Bitcoin surgiu, em 2009.

O termo “baleia” se refere a endereços que possuem mais de 1.000 Bitcoins. Na cotação atual, isso corresponde a cerca de R$ 183 milhões.

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