Aumento na inflação pode beneficiar as criptomoedas no Brasil

Aumento na inflação pode beneficiar as criptomoedas no Brasil

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de setembro foi de 0,64%, de acordo com o IBGE.

No entanto, expectativa do mercado para o índice era de 0,54%. Isso mostra que a inflação está crescendo num ritmo superior ao estimado pelo governo e pelos economistas.

Além disso, o IPCA anual já acumula alta de 3,14%, ante uma expectativa de 3,03%.

Assim, os números vieram piores do que o esperado, mas podem acabar beneficiando os investidores de criptomoedas e outros ativos.

Inflação bate recorde no Brasil

O IPCA é uma métrica que mede a inflação de produtos que são importantes aos consumidores no dia a dia.

Isso inclui o preços dos alimentos, do combustível e de serviços importantes às famílias brasileiras.

Dessa maneira, o crescimento de 0,64% em apenas 1 mês é significativo. Esse valor é o maior para a tomada do mês de setembro em 17 anos.

No geral, a notícia sobre o IPCA é ruim para os brasileiros, tendo em vista que o índice foi puxado pelo aumento no preço dos alimentos e bebidas, que foi de 2,28%.

Depois, veio a alta dos artigos de residência (1,00%) e do valor dos transportes (0,70%).

Por conta disso, o resultado foi criticado por Fernando Ulrich:

@fernandoulrich
@fernandoulrich

Além disso, a investidora Marilia Fontes também expressou descontentamento com o IPCA:

@mariliadf2
@mariliadf2

Investidores de criptomoedas podem se beneficiar

A inflação elevada possui uma consequência indireta que pode beneficiar os investidores de criptomoedas e do mercado de ações: a valorização no preço dos ativos.

Isso acontece porque a inflação simboliza a desvalorização da moeda fiduciária.

No entanto, vale destacar que as criptomoedas são cotadas em dólares pelo mercado internacional. Desse modo, quando o real está desvalorizado, o preço do Bitcoin e das demais criptomoedas sobe.

Além disso, a inflação também está sendo causada, em parte, pela injeção de liquidez promovida pelo Banco Central (Bacen) na economia brasileira.

Em 2020, o Bacen injetou R$ 1,2 trilhão no mercado, com a intenção de estimular o consumo em meio à pandemia.

Parte desse dinheiro acaba “escoando” para o mercado de investimentos, o que se reflete no preço das ações e das criptomoedas.

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